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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Computador na escola: a solução dos problemas da educação brasileira?


Computador na escola! - até bem pouco tempo, um
"privilégio" quase que exclusivo das escolas particulares. Com o Programa Nacional de Informática na Educação, em implementação pelo MEC e pelas Secretarias de Estado de Educação, esse "privilégio" passa a ser também de muitas escolas públicas brasileiras. Comunidades escolares de todos os lugares do Brasil movimentam-se no sentido de conseguir um laboratório de computadores e colocar seus alunos em contato com a tecnologia. Entretanto, a maioria dessas comunidades não tem clareza dos motivos que provocaram essa corrida em busca da tecnologia, nem dos mitos, concepções e ideologias que perpassam a introdução do computador na escola.
Para que a introdução dessa tecnologia não se transforme em mais uma panacéia, como tantas outras experiências vivenciadas na tentativa de resolver os problemas da educação brasileira, torna-se necessário refletir, discutir e entender todas as implicações da introdução dessa inovação no processo pedagógico. Um dos fatores que se faz necessário discutir é o motivo que provocou a introdução do computador na escola.
Com a implementação no Brasil, como na maioria dos países do mundo, de um novo modelo econômico, ocorreu uma mudança em todos os setores da sociedade –economia, política, relações de trabalho, valores. Para o país poder adequar-se a esse novo modelo e concorrer de igual para igual com os países desenvolvidos no mercado internacional é fundamental empregar os avanços científicos e tecnológicos no processo de desenvolvimento econômico. Para tanto, é necessário preparar a população para fazer uso da tecnologia de ponta, ao mesmo tempo em que a mesma é disseminada pelo país. As políticas públicas passam a direcionar-se para a modernização de todos os setores da sociedade, investindo-se maciçamente em tecnologia, buscando atingir estágios superiores de desenvolvimento das forças produtivas e da organização política e social.
Estrategicamente, o computador e a Internet começam a aparecer na mídia, passando a ser um fenômeno popular; todos querem ter acesso a essa tecnologia – inclusive as comunidades escolares -, embora muito poucos consigam. A falta de condições econômicas e a resistência à tecnologia, apresentada pela maioria da população economicamente ativa, dificulta essa inserção.
Torna-se necessário então investir na parcela da população que não apresenta essa resistência – os jovens. Mas como atingir a juventude, se a maioria da população não apresenta condições econômicas que possibilite o acesso à tecnologia? Obviamente, só tem um caminho – a escola. Na escola, com um laboratório de 15 microcomputadores e uma linha telefônica é possível atingir uma população de mais de 500 alunos.
Entretanto, da forma como tais inovações estão entrando na escola, mesmo que sob a égide do discurso da melhoria da qualidade da educação, torna-se difícil atingir os objetivos esperados, pois não basta a presença das máquinas para que todos os problemas, quer econômicos, sociais ou educacionais do país sejam resolvidos - o progresso técnico, por sua natureza instrumental, não implica necessariamente em modernização mais ampla da sociedade, em seus aspectos político, social e cultural.
O computador tem chegado à escola, na maioria dos casos, sem o respaldo de uma proposta pedagógica gerada a partir de um estudo sistemático da comunidade escolar envolvida; a maioria dos projetos envolvendo Educação e Informática desenvolvidos pelas escolas são elaborados por grupos externos a elas, o que sujeita os poucos professores que se envolvem nesses projetos ao papel de mero discípulos, receptores de conhecimentos alheios e os torna alienados das reais necessidades e interesses de sua comunidade; a tecnologia, via de regra, é incorporada ao modelo tradicional de educação, servindo para auxiliar e reforçar a lógica desse modelo - classificar, selecionar e excluir os "menos aptos"; as direções das escolas usam a tecnologia como marketing, como forma de atrair maior número de alunos; e os demais professores, os que deveriam ser os principais responsáveis pelo uso desses recursos em sala de aula, não sabem como lidar com eles nem como usá-los em suas aulas, o que mantém a grande maioria dos professores das escolas à margem do processo; também não lhes são fornecidas condições de tempo e estudo para inserir-se no processo.
A comunidade escolar ainda não percebeu que a Informática na escola, sem o devido embasamento teórico-metodológico, é uma forma de selecionar os mais aptos e marginalizar a grande maioria, inclusive os professores. Isto porque somente aqueles que já são dinâmicos e autônomos conseguem se adaptar à inovação sem uma proposta pedagógica que lhe dê sustentação. Também não percebeu que, embora a introdução das inovações tecnológicas na escola busque formar uma cultura informática, onde todos tenham acesso às inovações, sejam impregnados pelos ideais de modernidade e preparem-se para o mercado de trabalho, esse modelo econômico comporta apenas uma pequena parcela da população, ou seja, persistindo o modelo econômico atual, ter "domínio" - primeiras noções técnicas fornecidas pela escola - das inovações não garante a inclusão no processo produtivo.
Por outro lado, a introdução das Novas Tecnologias da Comunicação na escola pode significar uma possibilidade de transformar o processo de cópia, transmissão e imposição de conhecimentos prontos, próprios do modelo tradicional de educação, num processo dinâmico de estruturação, potencialização e fortalecimento de novas idéias; idéias que podem transformar a escola num espaço vivo de produção, recepção e socialização de conhecimentos. O computador e as redes de computadores na escola oportunizam que tanto alunos quanto professores percebam que a verdade e a universalidade próprias do modelo tradicional não são mais questões fundamentais; com a informática pode-se perceber que as informações veiculadas são sempre transitórias, perecíveis e refletem o estado atual de uma determinada situação; o conhecimento não é mais estático, encontra-se em metamorfose permanente.
Para que essa possibilidade se efetive e possa-se atingir a tão falada "qualidade da educação" é imprescindível que todos os membros da comunidade escolar, em especial os professores, sejam envolvidos no processo e na discussão sobre os objetivos e as possibilidades da introdução do computador e das redes de computadores na escola, revisando e renovando conteúdos e procedimentos, de forma que uma nova lógica possa instaurar-se na escola.

Maria Helena Silveira Bonilla

Jornal da Manhã, Ijuí - RS, 12 fev. 1998, caderno especial de Informática, p.2.

INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

. "O aluno é gerador de conhecimento"

. Interatividade

. Abrangência e multiplicidade de opções

. Progressividade


EXPECTATIVAS

. Melhoria da qualidade do ensino

. Mudanças na cultura educacional

. Ampliar as oportunidades educacionais

. Atualizar o ensino à modernidade científica e

tecnológica

. Acesso à informação ao maior número possível de

usuários

. Escola expandida e valorizada


FONTE: www.niee.ufrgs.br/ribie98/CONG_1996/CONGRESSO_HTML/43/43.HTML

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Espaços de aprendizagem???


O compartilhar é em nós um elemento que pertence à nossa biologia [...] nós pertecemos a uma linhagem na qual se conserva o viver em grupos pequenos em interações recorrentes [...] nas interações, o que existe é um desencadear de transformações estruturais recíprocas no encontro [...]Maturana, Huberto R. Cognição, cinência e vida cotidiana. BH:UFMG, 2001 pg. 93-95

VEJA!!!!

http://www.virtualeduca.org/2003/es/actas/4/4_04.pdf

Gostaria que refletissemos aqui sobre quais são as características que definem uma comunidade como comunidade de aprendizagem. Será que todas as comunidades virtuais podem ser consideradas espaços de aprendizagem?

"Onde existe comunicação surgirão comunidades"


As tecnologias de informação e comunicação transformaram esse nosso mundo numa grande aldeia global. "A internet existe para aprimorar a comunicação, onde existe comunicação surgirão comunidades". Logo, esse é um espaço de ensino-aprendizagem onde o ensino tradicional, unilateral, como também a figura do professor como mero transmissor do conhecimento desaparecem

O uso das tecnologias em educação, na perspectiva orientada pelos propósitos da Sociedade da Informação no Brasil, exige a adoção de novas abordagens pedagógicas, novos caminhos que acabem com o isolamento da escola e a coloquem em permanente situação de diálogo e cooperação com as demais instâncias existentes na sociedade, a começar com os seus próprios alunos. (Vani M. Kenski)

A escola não vai perder sua posição de instituição social e educacional, mas vai ampliar a sua missão para que possa "responder a uma pluralidade de mandatos sociais (de instrução, de socialização, de profissionalização, de participação cívica, de formação ética, de desenvolvimento estético,...), subordinando-os não apenas ao referente econômico (formar recursos humanos, fatores de produção), mas ao desenvolvimento das pessoas, qualquer que seja a sua idade, qualquer que seja o momento em que procuram o ensino e a formação” (Azevedo).


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Saiba por que os blogs não são mais brincadeira

O blog é diferente de um website tradicional. Ele não tem a seriedade de um site, que geralmente foi criado para algum fim específico, seja para divulgação, transação comercial, institucional etc.

Não se sabe exatamente quando os blogs deixaram de ser considerados “mais uma futilidade dos tempos modernos” para serem uma eficiente ferramenta de informação. Não há registro da data exata de quando esses diários pessoais surgiram, mas especula-se que o primeiro endereço na Internet com conteúdo similar aos webblogs que conhecemos hoje apareceu em 1983.

Essa página não era uma versão online do diário de seu criador, Brian E. Redman, mas sim um espaço na rede para ele, juntamente com outros amigos, postarem links que levavam a outros sites

http://br.tecnologia.yahoo.com/071019/54/gjg680.html




domingo, 21 de outubro de 2007

A importância das tecnologias digitais na vida humana

A união das palavras inglesas Web (que quer dizer rede, internet) e log (que significa diário) deu origem ao termo Weblog, que depois ficou apenas blog. O primeiro blog surgiu mais ou menos em 1999.
Paulo Querido e Luís Ene, afirma que o blog enquanto ferramenta é a evolução natural das diversas técnicas e tecnologias que, a ritmo alucinante, marcaram a última década na informática pessoal. É a síntese mais perfeita – e cujo aperfeiçoamento continua – daquilo que de mais revolucionário a Internet e as Tecnologias de Informação nos deram: a liberdade de nos exprimirmos e obtermos resposta.
Fabiana Komesu menciona em seu artigo "Blogs e as práticas de escrita sobre si na internet". E ressalta a importância das tecnologias digitais na vida humana é questão de interesse nos variados domínios de produção do saber" confira no site http://www.ufpe.br/nehte/artigos/blogs.pdf,

Para você, em que consiste a Informática Educativa?

Se fizéssemos uma pesquisa para saber o que é Informática Educativa, é provável que a maioria responderia que é uma ação pedagógica que permite “novas” formas de trabalho, e que auxilia o professor um ensino/aprendizagem baseado na pesquisa, para a produção do conhecimento, superando a reprodução.

  • - Aponte de que forma a Informática Educativa vem ocupando espaço na escola?

sábado, 20 de outubro de 2007

O que é um blog ou weblog ?


Blog é uma abreviação de weblog, qualquer registro frequente de informações pode ser considerado um blog.

http://www.interney.net/blogfaq.php?p=6490966

Texto para reflexão


No meio do Caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

(Carlos D. Andrade)

A Pedra

O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já David matou Golias,
e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...


E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que não possa ser aproveitada para o seu próprio crescimento. (Autor desconhecido)

Faça uma comparação sobre sua vida profissional, será que você esta sabendo lidar bem com as “pedras” que aparecem no seu caminho?


"A web 2.0 é uma ameaça à cultura"

O pensador inglês considera o fenômeno mais badalado da internet uma “picaretagem”.

Confira na integra a entrevista de Andrew Keen, um dos pioneiros da internet na Califórnia dos anos 90.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78437-6010-481,00.html